quinta-feira, 22 de junho de 2017

Onde começa o poder?



O empoderamento feminino é a bola da vez. Empoderamento feminino é o ato de conceder o poder de participação social às mulheres, garantindo que possam estar cientes sobre a luta pelos seus direitos. A ONU Mulheres desenvolveu uma lista com 7 princípios básicos do empoderamento feminino no âmbito social e profissional. Muito importante para a verdadeira participatividade feminina na sociedade. 
Porém, para nós que já estamos aqui na luta há um bom tempo, ou seja, antes desta lista que veio para nos defender, ficam alguns questionamentos. Onde começa o empoderamento feminino?  Na prática, como é que fazemos isso acontecer?
Nasci no interior das Minas Gerais, em uma família muito simples e de mais 3 irmãos. Você pode imaginar que, pela lógica eu fui criada para casar e ter filhos. Sem problemas. Eu me casei e tive meus filhos. Mas eu queria mais! Eu sempre quis mais da vida. Não que casar e ter filhos não fosse bom, mas eu apenas queria um pouco mais. E para chegar lá tive que exercer o meu empoderamento desde muito nova. Aliás muito antes de conhecer esta palavra.
O empoderamento feminino é possivel, desde que a mulher esteja disposta a fazer as escolhas certas e se posicionar como uma “empodeirada”.  O empoderamento feminino começa quando uma mulher escolhe usar mais a inteligência que os quadris para conseguir alguma coisa. Ou quando uma mulher se propõe a fazer o que tem que ser feito sem usar o subterfúgio de ser mulher para fazer mal feito, no raso, na mediocridade. O empoderamento feminino começa quando uma mulher convive com os homens sem permitir que seus limites sejam ultrapassados. E caso algum homem tente ultrapassar esses limites, ela com toda sabedoria vai colocá-lo no chão em duas palavras. 
E isso não tem nada a ver com a vaidade, com a feminilidade, com o feminismo, com homossexualismo. Estamos falando de postura e atitude. Esses sim são os dois pilares básicos do empoderamento feminino. Sem eles, nem a ONU vai conseguir ajudar você a ter poder um dia!
Então se você quer usufruir do empoderamento feminino ou quer chegar ao poder um dia? Comece agora a tomar posse da sua vida. Comece recusando parceiros que não te respeitam, comece traçando o caminho que você quer trilhar, comece usando sua inteligência e disposição, comece conhecendo os seus direitos e deveres. O poder começa nas pequenas atitudes e todo o resto será consequência. 

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora Divinópolis em 20/06/2017
Imagem da Internet


Olá pessoal,

Há alguns dias participei de um treinamento onde o Empoderamento Feminino foi muito evidenciado. É muito bom ver que o mundo finalmente está começando a reconhecer de verdade a inteligência feminina. Ter a ONU à frente de uma iniciativa grandiosa como esta, nos coloca em um novo patamar. Tantos anos tentando provar a nossa competência, muitas vezes estrangulando nossas vidas pessoais, abrindo mão de outras oportunidades e prazeres da vida, simplesmente para sermos aceitas no mercado de trabalho. Tantos anos de luta que uma iniciativa desta nos deixa, no minimo, crédulas na humanidade. 
Contudo, eu acredito, sinceramente que, nenhum esforço da ONU ou de qualquer outra iniciativa terá sentido se o empoderamento não aflorar em cada pessoa, seja ela homen ou mulher. É preciso que acreditemos de verdade no poder que temos de decidir nossas vidas a começar por nossas posturas e por nossas atitudes, das pequenas às maiores e mais complexas. 
Eu acredito na força das pessoas, acredito nas mulheres, acredito nos homens. E penso que juntos e unidos o mundo pode ser bem melhor.

Grande abraço


Leila Rodrigues


sábado, 17 de junho de 2017

Sobre o amor


Eles vivem juntos e esperam continuar juntos até que a morte os separe. Alguém pode achar que isto já ficou démodé, mas sinceramente, eles não estão nem aí para o quê os outros pensam deles. Eles continuam juntos! E juntos eles fazem muitas coisas. Eles pagam as contas, eles criam os filhos (agora os netos), eles cuidam das plantas, do cachorro e do coração um do outro. Eles visitam juntos os amigos e gostam de tomar um vinho juntos. Mas isso não é tudo, algumas coisas eles fazem separado. Ele gosta de música, toca religiosamente seu violão todos os dias.  Houve um tempo em que ele sonhou ter uma banda de rock. Mas isso foi antes de conhecê-la. Ela gosta de fotografia. Fica horas fotografando flores, árvores e aguardando o melhor instante do por do sol. Eles também não trabalham juntos. Cada um tem sua profissão, seu horário e seu dia de folga. Mas eles sempre dão um jeito de estarem juntos. E quando estão juntos é fácil perceber que estão felizes. 
Nem sempre dá tudo certo. Às vezes eles têm opiniões contrárias, às vezes eles discutem e pode ser que se distanciem um pouco para pensarem a sós. Mas eles sempre voltam a ficar juntos e fazem desse momento juntos o mais feliz de todos. 
Também tiveram tempos difíceis. Tempos escuros em que um teve que amar o suficiente para os dois. E não foi quando ele teve um câncer, nem quando eles perderam o filho, foi quando ele foi para a faculdade e descobriu a juventude de novo. Ele achou que a vida seria mais divertida sem ela. Em tempo viu que não era bem assim! 
Eles não são muito de fazerem declarações de amor. De fato, sobra pouco tempo para isso. Mas sou testemunha de que eles vivem o amor. 
Eles não são famosos, não tem um milhão de amigos e nunca saíram no jornal. Eles estão juntos há 37 anos e são o exemplo vivo de que o amor pode dar certo. 
Tudo bem que comigo foi diferente e certamente com você também. A vida não tem receita certa para o amor. Muitas vezes ele vem de onde a gente menos espera ou pode ser que ele chegue pela fresta mais estreita da nossa janela. É a história de cada um.
Contudo, sobre o amor e as formas de vivê-lo, as mais belas histórias de amor não são as que se vê nas novelas ou nos comerciais de margarina. Elas são reais e transitam entre nós sem que quase ninguém as perceba. O amor tem dessas simplicidades! 

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos com algumas modificações

Foto do meus acervo pessoal: Meus pais (Déco e Neusa) que no dia 12 de junho de 2017, fizeram 57 anos de noivado.


Olá pessoal,

Semana passada, enquanto eu caminhava apressada pelo centro e Divinópolis, um pessoa conhecida me parou e me falou de repente: “Dia dos namorados, vai escrever alguma coisa a respeito?”. De susto falei: “Vou, claro!”. E ele completou: “Então lembra de nós, os velhos namorados, os que já fizeram mais de 20 anos de namoro…” 
Ele falou e virou a esquina, nem me deu tempo de perguntar um pouco mais. Mas a dica dele serviu de insight e foi dela que eu escrevi o texto acima.
Muitas vezes, na correria dos dias, os velhos namoros nem são comemorados. Mas eles continuam ali, firme e forte como uma rocha. Eles, os verdadeiros namoros!
Boa semana pessoal, grande abraço e muito obrigada pelo seu tempo aqui no Palavras!

Leila Rodrigues




sexta-feira, 9 de junho de 2017

Efêmero


E agora? A temporada acabou, a fila andou e você se esqueceu de sair do lugar. Se mexe pessoa! Sai dessa cadeira cansada da sua presença! O mundo é de quem faz e não de quem espera fazer! 
Quem quer vai e faz! Sai correndo, tropeça, levanta, toma chuva e se suja! Quem quer tem urgência, tem gastura, tem algo que perdura entre a vontade e a intenção. Quem quer sente o gosto, dá a boca para provar, dá a cara para bater e marcha na frente da sua própria vida.
Até quando você vai ficar aí parado culpando a sorte, o sistema, o teorema, a sua genética e o coitado do seu vizinho? 
Já te falei que o príncipe não vai passar no cavalo branco, não vai passar em nenhum cavalo e não vai passar por aqui. Com um pouco de sorte você corre o risco de cruzar com ele num sinal de trânsito de uma quarta-feira qualquer, ou quem sabe voltando do dentista. 
As princesas também abandonaram seus quartos cheirando a mofo e hoje moram na kitnet do centro com a amiga da faculdade. Vivem disfarçadas de pessoas comuns, fingem que gostam do mundo corporativo, fingem que são modernas e independentes mas sonham com 50 tons de qualquer cor que as tire desse lugar comum e pague seus cartões de crédito. É a vida! É a modernidade!
É tudo vai durar tão pouco mas tão pouco que amanhã mesmo aquela roupa dos sonhos que ela gastou uma fortuna para comprar estará no centro da cidade estampando a vitrine de um bazar da pechincha. Aliás essa é uma das poucas certezas que temos na vida. Tudo vai virar pechincha, doação, quinquilharia. E você aí, sentado nesta cadeira, esperando um dia certo para voltar a viver.  Me poupe! Para de esperar nessa janela invisível. Para de sonhar os sonhos que você viu na TV. Para de achar que seus 5 minutos de fama na rede social vão fazer de você uma celebridade. Se é o palco que você tanto deseja, faça por merece-lo. Chegar ao palco até que é fácil, difícil é permanecer nele. É preciso ter fundamento, bases sólidas que te sustentem. É preciso muito mais que um rosto bonito ou um discurso copiado-colado de um famoso qualquer. É preciso se garantir!
Pega firme no conhecimento, estude e treine muito; não perca nenhuma chance de aprender. Que o conhecimento é das poucas coisas que ninguém vai tirar de você. No mundo dos valores efêmeros, em que os aplausos duram o tempo da promissória, quem tem conhecimento profundo em alguma coisa é rei! 

Leila Rodrigues


Publicado no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos
Imagem da Internet: http://www.soniamoura.com.br/?p=1076


Olá pessoal,

Depois de alguns dias muito intensos, aqui estou eu de volta ao que me faz bem, postar no blog. Foram dias de muito esforço para uma pessoa que se propõe estudar, trabalhar, cuidar de filhos, escrever, dar palestra e ainda fazer cursos intensivos de vez em quando, mas é tão gratificante aprender que eu não hesitaria em fazer tudo de novo. 
Quando mais eu aprendo mais chego a conclusão de que nada sei, isto é realmente o maior aprendizado de todos! Porque o dia que acharmos que já estamos prontos, esse sim, será o início do fim.
Sobre o texto de hoje, posso dizer que espanta-me o efêmero dos afetos, o efêmero dos valores, as relações breves e os interesses escusos. Espanta-me e dói-me não conseguir estancar esse sangue que jorra dos inconsequentes. 
… e eu que achava que efêmero era o vento, ou a breve vida das borboletas!

Grande abraço


Leila Rodrigues





domingo, 21 de maio de 2017

Amor esquisito



Lá vem você de novo me dizer o que eu devo ou o que eu não devo fazer! É sempre assim! Você sempre tem certeza que tem a receita certa para mim. Toda dia você me diz o que fazer. Você  me diz o que vestir, o que comer e aonde ir. Todos os dias!
Todos os dias você me fala se eu escolhi a roupa certa, se eu comi muito ou não comi nada. Você corrige meus erros de português quando eu estou falando, você conta de novo, claro, e de um jeito melhor, a história que eu estou contando, você sabe o jeito melhor de estacionar o carro e você me lembra todas as vezes que eu esqueci a luz acesa. Eu não sei o que seria de mim sem você! 
Você prepara a comida ideal para mim de segunda a segunda, todas as refeições; você guarda as minhas roupas e arruma minhas gavetas do seu jeito. Você escolhe o que eu devo vestir. Você sempre escolhe onde vamos jantar, o que vamos comer, onde serão nossas férias, qual será nossa programação em Guarapari, que quadro "vamos" colocar na parede, qual supermercado "faremos" as compras este mês e qual a marca da TV que vamos comprar em janeiro do ano que vem. Olha que coisa! Você faz tudo para mim! 
Os amigos te elogiam e fazem questão de me dizer que você é muito boa para mim e eu sempre confirmo com a cabeça que sim! Você é ótima! Você é uma excelente mãe e uma esposa exemplar. Você é amorosa, dedicada e prestativa. Muito prestativa! Aliás eu já nem sei mas o que é mesmo ser prestativo. Essa palavra ficou confusa para mim! Vamos voltar a falar de você. Você me proporciona uma economia gigantesca. Você me economiza viver! Eu não preciso pensar, eu não preciso decidir, eu não preciso escolher, eu não preciso nada a não ser te obedecer. E o que mais me impressiona nisso tudo é que eu nunca te pedi para fazer nada disso. Você decidiu que seria assim! É muito amor envolvido! Um amor esquisito que não se vê nos romances nem nos poemas. 
Eu queria muito, mas muito mesmo que um dia você prestasse atenção em mim. Não para falar que eu estou gordo, porque isso você já fala todo dia, nem para reparar se o meu corte de cabelo ficou bom, isso você sempre faz também. Eu gostaria muito que você soubesse que mesmo ocupando esta posição medíocre de figurante eu sou um homem de muita sorte,  na minha cerveja e no meu time você nunca interferiu. Ah! Eu sou uma pessoa feliz. 
Leila Rodrigues

Imagem do clássico filme  E o vento levou de 1940 com Vivien LeighClark Gable
Publicado no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos

Olá pessoal,

Uma vez ouvi que, em se tratando de relacionamentos, ninguém é totalmente bom ou totalmente ruim e também ouço de vez em quando que "cada caldeirão tem a tampa que lhe cabe”. Mas tenho amigos e amigas tristes, que amam seus companheiros mas se sentem completamente amarrados pelo controle do outro. 
Torço para que, quem está preso a alguém consiga se libertar e quem está controlando consiga se desfazer desse fardo, porque viver controlando o outro deve ser pesado demais.
E que juntos consigam achar um jeito de ser feliz!
Grande abraço


Leila Rodrigues

domingo, 14 de maio de 2017

Para ficar na história



Era maio. Era 14 de maio de 1958. Éramos nós e o pequeno vilarejo de Aureliano Mourão. Éramos eu, você mamãe, papai e meus 10 irmãos. E você, Dona Ilva Campos Rios era a nossa rainha. De você viemos e à sua volta conhecemos a alegria de ser uma família. Sob o seu comando crescíamos e descobríamos o mundo. Eu José Roberto, meu pai Antonio Rios e meus irmãos, Amélia, Vitória, João Pedro, Antônio Augusto, Ana Aparecida, Raimundo Cézar, Zenon, Dimas, Sonia e Ricardo. 
Lembro do seu cabelo escuro sob a sua pele clara. Lembro do seu sorriso e do cheiro que vinha das suas panelas anunciando a hora de comer. Lembro do quanto a sua presença coloria aquele vilarejo com a sua alegria de viver. Lembro das manobras constantes do trem bem em frente à nossa casa e você nos advertindo dos perigos do mesmo. 
Mas quis o destino que você nos desse uma lição muito maior. E quis ainda o destino me escolher para assistir o seu ato de bravura. Foi o seu instinto materno, o seu amor pelo seu filho que fez você entrar no meio do emaranhado de máquinas gigantes para salvar o nosso pequeno Ricardo da morte. Você o salvou mamãe! Você salvou o nosso irmão Ricardo no mesmo instante em que nos deixou. 
Ah como eu gostaria de te abraçar pelo seu gesto! Como eu gostaria de te dizer que a sua bravura repercutiu em mim e nos meus irmãos para o resto de nossas vidas! 
Eu era um menino,  um adolescente sujo de terra que ainda tinha muitas histórias para compartilhar com você. Por muitos anos eu esperei o seu colo. Por traz desse homem bravo e forte que eu me tornei, o seu menino ainda vive e chora a sua falta. E toda vez que o trem apita lá longe, um misto de dor e saudade traz você para perto de mim. É o momento em que eu me sinto de novo o seu pequeno José Roberto.
Mãe, nem eu nem meus irmãos temos dúvida de que você habita o céu! Você se tornou esse anjo que protegeu nossos caminhos até aqui. Depois da sua partida houveram tempos difíceis. Foi preciso que nós, eu e meus irmãos, nos uníssemos para continuar o seu legado Dona Ilva. Nós nos unimos para nos criarmos de novo, em um novo mundo sem você. E agarrados um ao outro crescemos. Crescemos e formamos nossas famílias. Hoje somos muitos. Hoje você tem genros, noras, netos e bisnetos. Você Dona Ilva Campos Rios continua sendo a nossa rainha. E por você eu defendo os meus filhos e luto para que sejam pessoas de bem. O seu ato de bravura ao salvar o seu filho, há de ficar na história de cada um de nós. 
Tem gente que diz que o tempo leva tudo. O tempo não leva tudo! Nem todas as ventanias que eu e meus irmãos enfrentamos nesta vida desataram o laço que existe entre nós. Nem o fato de você habitar outra dimensão, nem o barulho do trem, nem ninguém... Você permanece viva em nossos corações! 

Leila Rodrigues

  • Esta é a história real do Senhor José Roberto e sua família, em especial de sua mãe a Sra. Ilva Campos Rios que faleceu em 14.05.1958 ao salvar o seu filho Ricardo que brincava entre os trens.
  • Publicado no Jornal Agora em 13.05.2017.
  • Imagem da internet - meramente ilustrativa.

Olá pessoal,

Nesta semana fui procurada pelo Senhor José Roberto que queria muito me contar a sua história. O Sr. José Roberto é um pai de família, uma pessoa muito simpática que me contou a história acima, a história da sua mãe e me pediu que a transcrevesse para ele. 
Não sei explicar a emoção que foi para mim receber este convite. Também não sei traduzir o  momento da escrita. Tive pouco tempo para internalizar a história, mas espero ter conseguido traduzi-la do jeito que a história merece.
Assim são as mães, pode passar o tempo, pode o mundo evoluir, pode a tecnologia avançar, mas o amor de mãe, o instinto salvador das mães, isto nada no mundo vai mudar.
E assim desejo a todas as mães forças para viver este amor infinito e incondicional que acomete a todas nós a partir do momento em que concebemos um filho no ventre!
Abençoadas sejam as mães!!!!


Grande abraço



Leila Rodrigues

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O que temos para hoje?



Cresci em uma casa com quintal bem grande. Cresci em uma casa com quintal bem grande e todo plantado. Resumindo, cresci me alimentando da horta lá de casa. Todo dia, íamos até a horta saber "o que tinha para comer”. Colhíamos e preparávamos nossa refeição com base nesta resposta. Tudo muito simples, muito prático e delicioso. Foi assim que eu aprendi a gostar de tudo e de ter prazer em cozinhar. Hoje, muito tempo depois, vim saber que este modelo simples de alimentar talvez seja o mais correto e o mais rico em nutrientes. Legumes, frutas e verduras da estação, plantadas e colhidas em casa. Um tesouro!
Indo direto da horta para o mundo corporativo, hoje percebo as pessoas muito preocupadas em atingir a alta performance e em alcançar altos cargos em suas vidas profissionais. Muitas dessas pessoas estão empregadas, mas almejando a felicidade em outro lugar, provavelmente em uma empresa maior ou de maior importância e muito pouco preocupadas com o que se tem para hoje. Sendo assim, a comida de hoje, o emprego que o sustenta neste exato momento, perde por completo a importância.
Chamo a atenção para dois pontos. O primeiro trata-se do fato de que, para eu fazer bem o papel principal, eu tenho que primeiro fazer muito bem o papel de figurante. Depois vem o papel de coadjuvante e se eu o fizer maravilhosamente bem, aí sim pode ser que eu ganhe o papel principal. Então, indiscutivelmente, para eu saborear a comida maravilhosa de amanhã, eu preciso me alimentar do que eu tenho para hoje. Preciso experimentar, comer, saborear e perceber o quanto esta me sustentou. 
O segundo ponto de atenção é a oportunidade. Onde estão as boas oportunidades? Lá longe? Lá naquele emprego dos sonhos onde todos parecem felizes? A oportunidade pode estar do seu lado, te observando como seu cliente ou admirando a sua forma de lidar com os seus colegas. Ah essa tal oportunidade pode estar entre as frestas da porta, entre um corredor e outro. E quando menos você imaginar, ela passou por você e você nem viu. 
Para fecharmos o raciocínio, eu convido você a olhar melhor para a sua horta hoje. Olhe para a sua horta de oportunidades. Perceba o que você tem, o que te espera, o que depende de você e faça disso o seu melhor jantar. Trabalhe saboreando com prazer o que a vida te oferece neste exato momento. Só assim você terá chances concretas de prover para si um futuro melhor.


Leila Rodrigues

Imagem da Internet
Publicado no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos

Olá pessoal,

Depois de uns dias de descanso, aqui estou eu de novo com o Palavras. 
Sempre que escrevo, tenho como pano de fundo o que vivencio ou vivenciei em algum momento da minha vida. É verdade que vivi nesta casa com horta. Casa que, inclusive, meus pais vivem até hoje. E a horta continua lá, alegrando e alimentando a todos nós. Vizinhos e amigos também compartilham dos frutos deste pedaço mágico de terra.
Quis trazer a horta à tona porque ela foi realmente muito importante na minha formação. 
Os assuntos “liderança”  e "alta performance” estão aí na mídia e nas redes sociais para quem quiser ouvir. Fala-se o tempo todo nisso. Parece tudo tão fácil e lindo que todos querem ser líderes e atingir a alta performance. Eu ainda acredito que a alta performance tem que começar em nossa própria vida, com as pessoas que a gente ama, dentro de casa. A partir daí quem sabe você não pode buscá-la nos seus projetos profissionais e por que não, onde você estiver? 
A felicidade só estará no topo da escada, se você se sentiu feliz enquanto subia os degraus. Caso contrário, será apenas uma compensação por um esforço infeliz.   

Grande abraço


Leila Rodrigues


sábado, 1 de abril de 2017

Cadê o trem?



O que acontece quando o trem não chega? A mala cheia do seu lado, alguém esperando do lado de lá, compromissos por cumprir e uma sensação estranha de impotência. É assim que nos sentimos quando o trem não passa. O trem, o carro, o ônibus, o avião. 
Naquele dia eu fui dormir com algumas certezas e novas dúvidas. A certeza de que, quando alguma coisa tem que dar certo, ela vai dar certo, independente das adversidades. Existe sim uma conspiração cósmica que torna alguns dos nossos dias mais emocionantes que outros. São dias de atropelo, de adrenalina, de frio na barriga e de alegria no final. São dias para ficar na nossa história. 
E foi assim aquele meu domingo. Tudo planejado e organizado para acontecer na hora certa e do jeito certo. Mas quis o destino ou o acaso, eu não pretendo discutir qual dos dois aqui, que tudo fosse diferente. 
E para que tudo ficasse ainda mais encantador, mais emocionante, eu conheci outras pessoas que, naquele momento estavam tão impotentes quanto eu. De um lado o tempo, o ócio, o nada. Do outro, cada um de nós e a mesma condição de impotência. Cada um poderia ter se isolado no seu celular e esperado o tempo passar. Porém, sem que ninguém dissesse nada, nos propusemos a fazer daquelas horas de impotência as melhores possíveis. Vivenciamos a melhor rede social não digital, a boa e velha conversa. Olho no olho, riso com riso, pele com pele. Afinidades, opiniões e a certeza de que o mundo é pequeno. Naquele dia eu fui dormir com muitas dúvidas sobre tecnologia e evolução da espécie humana. 
Mas para o meu dia, que a esta altura já era noite, fechar com chave de ouro, faltava eu abraçar aquela pessoa querida que me esperava do lado de lá. Faltava eu matar 40 anos de saudade. Faltava eu descobrir que o mesmo tempo que leva a nossa juventude é o que preserva o frescor dos sentimentos. E ela continua linda, continua maior que eu, continua parecida com a nossa avó. O tempo foi muito curto para tantos anos de distância. Volto com a certeza de que não nos perderemos mais e que estamos preservadas no coração uma da outra. 
Naquele dia eu voltei para casa com a sensação de dever cumprido. Naquele dia eu fiz novos velhos amigos. Naquele dia eu aprendi que eu não posso fazer nada para o trem chegar, mas eu decido o que fazer com o tempo da impotência que o trem me causar. 
Naquele dia eu dormi feito criança que foi ao parque. 

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos
Imagem da Internet - Estaçãoo Ferroviária de Divinópolis


Olá pessoal,

Tem dias que o trem não passa. Tem dias que o príncipe não vem.Tem dias que sobramos  com poucas ou nenhumas opções.  Naquele dia eu tinha um encontro marcado com uma prima muito querida que eu não via há muitos anos. E justo naquele dia, o meu trem não passou. Aconteceu comigo e pode acontecer com qualquer um de nós. Mas nós podemos escolher o que fazer com os momentos de impotência. Escolha o melhor, escolha ser feliz. E se quiser contar aqui nos comentários as suas escolhas em algum dia que o trem não veio, será um prazer.

Grande abraço



Leila Rodrigues

domingo, 26 de março de 2017

A febre do líder



Dificilmente falo do mundo corporativo aqui neste espaço. Hoje vou abrir uma exceção. Todos os dias recebo currículos na minha empresa, todos os dias recebo currículos de pessoas que querem ser gerentes de alguma coisa. Alguns desses currículos são realmente de pessoas que têm experiência, formação  e pelo visto competência para assumir cargos de liderança. Mas a grande maioria são de pessoas que ainda estão chegando ao mercado de trabalho e já querem ser líderes de alguma coisa. Então denominei de “A febre do líder”.
E para essas pessoas, ansiosas por assumirem um cargo de liderança eu tenho um recado. Liderar é muito mais que receber uma mesa maior e uma cadeira confortável. Liderar é antes de tudo, inspirar pelo exemplo, pela garra, pelo empenho. Liderar é estar à frente e isto não significa apenas usar um uniforme mais bonito. É dar a sua cara para o cliente bater quando preciso for. É entrar antes dos outros na fogueira para se queimar antes deles. É ser o primeiro da fila, o porta bandeira, o comandante da ação.
Liderar é muito mais que não bater ponto e poder chegar mais tarde ao trabalho. Liderar requer estudo constante, disciplina, foco e sobretudo disponibilidade. Enquanto todos vão para casa descansar, o líder vai analisar resultado e repensar estratégias. Liderar é muito mais que dar ordens. É desenvolver no outro a vontade de trabalhar, de aprender e crescer, de fazer exatamente aquilo que precisa ser feito. É fazer com que cada pessoa, ao te procurar com uma dificuldade, um desânimo, saia da conversa com mais vontade de trabalhar.  É despertar no outro suas competências e habilidades.
Liderar está muito além daquele lugar mais alto no organograma da empresa. Está no dia-a-dia comum junto com sua equipe. Está na humildade de saber que uma boa ideia pode vir de qualquer pessoa, de qualquer lado. 
Liderar não é uma premiação pelos seus muitos anos de trabalho, liderar é uma competência, uma aptidão, um dom. Uma capacidade de atrair as pessoas e fazê-las te seguir naturalmente.
Se a febre do líder te pegar, observe primeiro a sua capacidade de liderar a sua própria vida, as suas finanças, os seus filhos, o seu departamento. Observe se você está disposto a cumprir os deveres do líder, a bater suas metas, a defender seu time. Pense bem, mais vale um excelente operador que um líder medíocre. 


Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora Divinópolis e no JC Arcos
Imagem da Internet


Olá pessoal,

Nunca se falou tanto em liderança como hoje em dia. Cursos, livros, vídeos e palestras sobre liderança saltam aos nossos olhos. Parece que ser líder é a tradução da felicidade. Os valores estão invertidos e a liderança tem sido confundida com glamour, palco ou como a única forma de ser feliz. Tudo errado! A liderança é uma função que tal como as outras requer responsabilidades e equilíbrio entre dores e delícias. Liderar pode ser muito bom realmente, mas não é o único caminho. Todos nós, em algum momento de nossas vidas enfrentamos a liderança. Seja na vida profissional, seja como pai ou mãe ou como cidadão comum que precisar liderar a própria vida. “Se queres liderar alguém, comece por liderar a si mesmo.”  
Só assim vamos descobrir a beleza de sermos cada um e escolhermos o que nos trouxer felicidade de fato.

Grande abraço


Leila Rodrigues




domingo, 12 de março de 2017

Incorretamente feliz?


Ontem eu estava feliz. Sabe aqueles dias em que estamos simplesmente felizes? Era eu. Meu marido me disse que eu estava radiante. E eu, diante da fala dele, me senti melhor ainda.
Mas ontem eu tinha frizz no cabelo, coisa inaceitável para os padrões atuais. Eu também havia me esquecido de colocar os brincos e a minha unha deixava claro que eu tinha ficado muito tempo na cozinha. Era verdade. Eu fiquei um bom tempo na minha cozinha. Minha mãe veio me visitar e juntas fizemos uma comida de verdade. E comemos juntos, o que foi maravilhoso.  Comemos sem pressa, saboreando a simplicidade e a grandeza daquela refeição. Família, mesa e comida, uma celebração natural e divina.
Ah mas naquele eu não fiz dieta! Aquela comida não fazia parte da minha lista de permissões. Verdade de novo!  Naquele dia, que foi ontem, eu não tomei o suco detox e também não tomei os dois litros de água prescritos pela nutricionista.  Nem comi batata doce. E eu estava feliz! Incorretamente feliz! 
Tem dias que a roupa não combina com o sapato, que o cabelo não nos obedece, que a sobrancelha cresce... e tudo é tão pequeno diante da alegria de viver. Nesses dias não conseguimos sentir culpa. Assim são os imperfeitos. Leves com o que tem que ser leve. Neste mesmo dia meu filho vestiu uma combinação estranha de blusa com outra blusa por cima. E o meu outro filho foi mal na prova de redação. E eu, na insustentável leveza dos imperfeitos, não xinguei, não esbravejei, não mandei estudar e nem mandei que trocasse aquela roupa esquisita. 
É que eu estava feliz! Incorretamente infeliz. 
Hoje fala-se tanto em foco, disciplina e alta performance que nos tornamos todos generais. Generais de nós mesmos e de nossos habitats. Estamos o tempo todo vigiando, cobrando e exigindo. Paramos de viver para fiscalizar nossas próprias vidas. Tudo tem que dar certo, tudo tem que cumprir os padrões. Estamos cada vez mais chatos. À caminho do insuportável. 
Hoje voltei à minha disciplina. Minha mãe voltou para a casa dela, meu marido não fez nenhum comentário sobre mim e meu filho não vestiu uma blusa por cima da outra.  Até meu cabelo que gosta de manter a rebeldia foi domado por algumas gotas de um óleo milagroso. Tudo voltou ao normal, menos a saudade de ontem que eu guardei silenciosamente comigo. Aceita um suco verde? 

Leila Rodrigues

Publicado no Jornal JC Arcos
Imagem: Acervo pessoal


Olá pessoal,

As palavras “coach" e "alta performance” tem tomado conta das redes sociais e da vida  das pessoas. Busca-se a alta performance em tudo, na carreira, na vida pessoal, na cama… Eu compreendo que a boa performance faz a diferença em nossas vidas e pode nos levar a patamares melhores. Mas nenhum ser humano vai conseguir ser bom em tudo! É preciso leveza. Principalmente para dar conta que daquilo que nos propomos a fazer bem. Foco, disciplina e determinação são bons, mas o exagero nos transforma em pessoas insuportáveis. E a linha que separa o saudável do insuportável é muito tênue. Imperceptível aos olhos de quem o faz.
Reconheço que este é um tema polêmico. Todos nós precisamos de disciplina e foco; e eu continuo admirando e respeitando quem o faz. O que me incomoda são os extremos, os exageros que dificultam a convivência. Fique à vontade para colocar a sua opinião nos comentários. 
Na imagem, minha cachorra Amy. Uma cadela nada correta, teimosa que só e que me faz muito feliz.

Grande abraço

Leila Rodrigues


sexta-feira, 3 de março de 2017

Marlene


Oi amiga, hoje pensei em você. Para dizer a verdade hoje precisei de você. Precisei desesperadamente de você. Não, não aconteceu nenhuma tragédia na família, está tudo bem com meus filhos e o meu casamento continua de pé. Mas sabe aqueles dias em que nem as crônicas da Leila Ferreira poderiam nos salvar? Pois é! Aconteceu comigo hoje. É quando precisamos de alguém para contar que o corte de cabelo ficou péssimo, que a dieta não deu certo ou que aquele projeto dos sonhos foi por água abaixo. Nessas horas não serve marido, nem namorado, nem vizinha. Esse é o momento que os Deuses reservam para as amigas. E no meu caso, hoje eu queria você.
Quis ligar; mas esbarrei nas minhas convicções perversas: "Será que ela vai poder me ouvir? Será que ainda se interessa pelos meus assuntos?” Amiga, a vida nos levou por caminhos tão diferentes que eu me pego incompetente na hora de conversar com você. Eu não entendo mais de balada, não sei mais qual a sua música preferida nem quem são os homens que você namora hoje. Ops! Perdão. A palavra “namora” já mudou de sentido. Então como eu ia dizendo, não sei mais quem são os ficantes da sua vida. Em contrapartida, tenho certeza de que os temas, festa de criança, escola de futebol e fralda não te interessam nem um pouco. E aí, presa a essa minha crença estúpida, eu fico aqui com saudade dos tempos em que vestíamos as roupas uma da outra, que usávamos o mesmo baton ou que dividíamos aquele sanduíche medonho da faculdade. 
Ah amiga eu devo confessar que tenho inveja da sua liberdade de ir e vir quando e onde você quiser e te adianto que embora a foto pareça perfeita, a minha vida não é nenhum comercial de margarina. Fizemos escolhas diferentes, é fato. Mas não existe lado certo ou errado. Todas nós choramos sozinhas em algum momento e todas nós temos dias como este, em que só uma amiga resolveria o problema. Onde quer que você esteja agora, você sempre será a minha amiga Marlene, aquela que conheceu os meus segredos mais íntimos e as minhas verdades mais veladas. Vida que vivemos juntas, que sonhamos juntas. Que cantamos, choramos e rimos juntas. Vida que valeu a pena viver. Saudades de você!

Leila Rodrigues

Publicado na Edição 22 - Janeiro/Fevereiro 2017 da Revista Xeque Mate


Olá pessoal,

demorei para postar porque esperei Marlene receber a revista. 
Sim, respondendo à pergunta de muitos, Marlene existe. Marlene é daquelas pessoas que a gente guarda debaixo de sete chaves dentro do coração. 
Todos nós precisamos de uma Marlene na vida. Não importa o nome da sua Marlene, abrace-a e agradeça-a por existir.

Mais uma vez gostaria de agradecer ao Giovani Lima pela oportunidade de escrever na Revista Xeque Mate, principalmente porque falar de pessoas especiais é sempre uma alegria. E através da Revista as pessoas podem conhecer um pouco dessas mulheres maravilhosas.
Obrigada Giovani!

Grande abraço



Leila Rodrigues

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Muito além da paisagem



A viagem havia sido incrível. Um país organizado, com cidades limpas, bem traçadas e bem cuidadas. Um sonho para nós brasileiros. Turma boa, divertida e animada. E eu, como faço sempre, tentava achar uma foto que conseguisse representar esta minha última viagem. Tenho o costume de selecionar uma foto em cada viagem que faço. Esta foto eu imprimo e acrescento ao meu álbum. Pode rir, eu sou das antigas, ainda tenho um álbum de fotos!
Dentre as tantas fotos que a turma fez, todas impecáveis e muito bem tratadas, nenhuma conseguia expressar o que eu buscava. Até que uma, dentro do metrô, da turma inteira voltando de um dia exaustivo de passeio me chamou a atenção. Estávamos todos cansados e desarrumados. Nada bons para uma boa foto convencional.  Mas estávamos felizes, todos sorrindo. Provavelmente de alguma mancada que um deu ou alguma besteira que o outro falou. Esta sim, representou aqueles dias que passamos juntos. Esta foi a minha escolhida. 
O melhor da viagem não está na paisagem de cartão postal. O melhor da viagem é o que você vivência enquanto está lá. As descobertas, as trapalhadas, os sabores estranhos, os lugares inusitados e os apertos na hora da comunicação são os maiores motivos de riso e de altas gargalhadas. O melhor da viagem são os casos que ela produz.
A foto montada, perfeita, onde todos sorriem juntos e olham para o mesmo ângulo é linda, mas nem sempre é real. A realidade da viagem é outra! Queria ter registrado aquela hora em que eu e minha amiga, de pânico, descemos abraçadas e aos gritos a montanha russa. Queria ter registrado a minha amiga falando inglês com um chinês. Queria ter registrado o choro do meu filho quando encontrou o super-herói preferido dele e a minha emoção quando vi  neve caindo pela primeira vez. Infelizmente desses fatos eu não tenho fotos. Mas guardo-os todos comigo como histórias preciosas para contar para os meus netos ou para relembrar quando der saudade. 
A fotografia hoje ficou tão banal que não eterniza mais os momentos. De tudo se faz um filme, uma selfie, um vídeo. De tão fácil, ficou descartável. Hoje ela dura apenas até a próxima viagem, a próxima festa ou o próximo celular. Pena não pararem para observar a grandeza dos momentos que ficaram para trás, seja porque não estavam adequados para um post ou porque a paisagem não estava boa. Perderam o melhor da festa!


Leila Rodrigues

Publicado no Jornal Agora e no JC Arcos
Imagem da Internet

Olá pessoal,


Viajar expande nossos horizontes para muito além da paisagem que se descortina. Viajar nos mostra outras opções, outras opiniões e consequentemente nos proporciona reflexão. Faz bem! 
E para quem não pode viajar, seja por qual motivo for, vou trazer aqui uma fala sábia de minha avó, quando na minha infância eu não tinha condições de viajar: “Viaje nos livros, com eles você pode ir onde sua imaginação quiser.”  

Para quem mora em uma cidade que não tem carnaval, como eu moro (Divinópolis), esses dias são ideais para descansar, assistir um bom filme, meditar, caminhar ou quem sabe viajar nos livros… enfim, atividade não falta. 
Independente de como você pretende curtir a folia, eu te desejo que esses dias sejam de boas energias e alegria. 
Grande abraço

Leila Rodrigues